
sinto-me muito distante de mim, como se a parte que sou hoje, não tivesse conhecido o que eu era antes. eu e eu somos incompatíveis, mas, mesmo assim, algumas palavras sobrevivem por detrás do líquido corretivo que minhas lágrimas se tornaram na minha história. não quero mais essa lucidez que enlouquece, essa ciência que engana, essa noção dos fatos que me confunde e que me torna cada vez mais uma ilhazinha em meio ao mar deserto que é o mundo. não sei conviver. só sei ser só eu. só sei ser só. e, basta.